Tuesday, 25 August 2009
Estudo da Deloitte - A economia informal
Segundo um recente estudo da consultora Deloitte, o maior entrave à possibilidade de competitividade fiscal do país está na chamada "economia informal" e à qual eu chamaria economia paralela.
Milhares de milhões de euros ficam por cobrar todos os anos umas vezes pelo negociante não perguntar sequer "se quer recibo" e outras, e aqui está o problema, quando perguntam e o consumidor anui.
Podemos concordar que cobrar um imposto pelo valor acrescentado que tem determinado bem em relação à sua materia prima possa parecer abusivo e como tal não o queremos pagar.
Mas parece-me mais abusivo nesse ponto retirarem, qual roubo, somas que podem ir até aos 42% do que se ganha por mês, ainda antes de nada ser consumido.
Estamos pois numa situação em que não é possível reduzir os impostos com os gastos sociais actuais, se o próprio consumidor, já saturado do pagamento de taxas altas de IRC, mas principalmente de IRS, se recusa a entregar mais do seu já reduzido rendimento disponível ao Estado.
Estamos depois na situação de "Pescadinha de rabo na boca".
Sem a cobrança de IVA correspondente às trocas comerciais no país, não há receita que possibilite a descida do IVA, sustentando-se tanta despesa social, que não produz hoje os frutos de criação de classe média e apenas aumenta uma nova classe de pobres, aqueles que por tantos impostos pagarem já não pertencem na realidade à classe média.
O que vos parece?
Reforço por ser absolutamente essencial a mobilização do quadro de excedentários da função pública para programas de requalificação profisional que incrementem o quadro de inspectores do trabalho o que para além de garantir uma eficaz cobrança de IVA garantirá um combate feroz aos falsos recibos verdes motor de instabilidade e desigualdade face aos trabalhadores com contrato.
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