Wednesday, 26 August 2009
Política Europeia de Segurança e Defesa – Como verá Portugal esta oportunidade?
Saiu hoje no Jornal Oficial da União Europeia a nova Directiva em matéria de segurança e defesa comum a ser transposta no prazo de dois anos.
É assim criado o mercado interno de defesa com condições vantajosas de acesso a nova tecnologia por parte dos Estados Membros, com vista ao desenvolvimento de uma futura força de defesa Europeia, defendida também aqui pelo Movimento Mérito e Sociedade e à actualização dos equipamentos das forças de segurança.
A inovação desta directiva está em que nestas matérias, as da defesa, a União Europeia ainda tem um controlo incipiente e começa agora a ganhar contornos mais palpáveis.
Ao se desenvolver com mais transparência e competitividade este mercado interno de armamento, para além de se reforçar a coesão entre os Estados-Membros e assim se conseguirem melhores preços para equipamento de segurança e defesa português, limitamos fortemente a necessidade de compra aos Estados Unidos.
Que vos parece?
É assim criado o mercado interno de defesa com condições vantajosas de acesso a nova tecnologia por parte dos Estados Membros, com vista ao desenvolvimento de uma futura força de defesa Europeia, defendida também aqui pelo Movimento Mérito e Sociedade e à actualização dos equipamentos das forças de segurança.
A inovação desta directiva está em que nestas matérias, as da defesa, a União Europeia ainda tem um controlo incipiente e começa agora a ganhar contornos mais palpáveis.
Ao se desenvolver com mais transparência e competitividade este mercado interno de armamento, para além de se reforçar a coesão entre os Estados-Membros e assim se conseguirem melhores preços para equipamento de segurança e defesa português, limitamos fortemente a necessidade de compra aos Estados Unidos.
Que vos parece?
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parece-me mt bem... mas:
ReplyDeleteportugal vai participar na produção e desenvolvimento desse equipamento?
qual é o futuro do exército nacional?
parece-me que a união europeia irá a médio-longo prazo extinguir com os exércitos nacionais... até que ponto é que isso não vai condicionar a sensação de liberdade e segurança de um país, que como Portugal, se encontra na periferia dos interesses da UE?
A ideia agrada-me, mas tenho receio dos interesses que se encontram por detras... e das consequencias...
17704, a questão que levantas é muito interessante e o problema de princípio que se suscita ainda é mais interessante.
ReplyDeleteMas antes de ir a isso, um exemplo.
No mundo do armamento até hoje, tradicional bastião da soberania, cada Estado podia sem ter um órgão de fiscalização da compra, um bem a um preço que também não iria ser controlado.
O que tenho a dizer é que até agora quem tem perdido sem a concorrência e transparência que este sistema vem trazer é contribuinte.
Lembrar-te-ás certamente do caso dos submarinos, onde por dois em segunda mão pagámos cerca de 1000 milhões de Euros.
Não discutindo agora o acertado do investimento ou não (na minha opinião foi um desastre financeiro), eu defendo esta directiva.
Porque como contribuinte quero o maior escrutínio possível às condições em que são pagas quantias de tal ordem.
Quanto à supressão do exército nacional, devo dizer-te que a questão levantada é esta.
No Estado Actual da Integração, a soberania já é bem mais reduzida do que parece ao comum português, tão embebedados por anúncios que para nada interessam ao país nos pretendem fazer andar.
Neste contexto, o de aprofundamento da integração eu sou claramente a favor da força de defesa Europeia, pois se alguma vez formos atacados, o nosso exército não aguentaria um dia.
É claro que daqui também decorrem obrigações de solidariedade. Mas é mesmo isso que temos que mostrar, da economia à defesa, e é isso que esperamos cada vez mais no futuro. Exemplo e solidariedade.
Concordas?
o nosso pais nao tem uma defesa propria que se aguentasse em caso de necessidade... isso é um facto... mas mesmo assim creio que deveriamos de manter uma força nacional não so com melhores capacidades de actuação,mas tambem com melhores meios e equipamentos... pois essa força pode desempenhar outras funções que nao guerrear... e mesmo reconhecendo a falta de investimento no exercito portugues, ele é imperativo para que um governo se veja autonomo em relaçao a outros governos, é quase como que uma expressao de liberdade... devemos de apostar num exercito da UE com tecnologia de ponta, mas os paises membros devem de manter e actualizar um exercito nacional, podendo esse exercito ser utilizado para reforçar as fileiras do exercito da UE em caso de crise...
ReplyDeleteNao acho que se deva de virar as costas ao exercito nacional, se o nosso exercito não tem os meios e capacidades necessarias para actuar como tal em caso de crise, de quem é a culpa? devemos de virar as costas ao exercito nacional, ou incentivar a sua actualização? sabendo que ele poderá vir a fazer parte de uma força ainda maior composta por diversos paises...
consolidar um exercito da UE, sim... mas sem nunca esquecer o exercito nacional... em tempos de crise so poderemos contar com nos mesmos, e capaz ou nao, é este o exercito que temos... melhorem-no, e se possivel recorrendo á nossa propria industria.
Mas afinal tirando a "paranoia espanhola" ( os espanhóis querem-nos tanto invadir hoje, como fazer de Lisboa capital de espanha ),quais são os nossos "outros" inimigos que justifiquem tanto militar inutil a comer á conta do estado?
ReplyDeletePortugal "só" precisa de uma Marinha grande e forte para defender 90% do seu território que é o mar, apoiados numa força de intervenção rápida ( para as primeiras impressões ) tipo marines, e não precisa de rigorosamente mais nada..
A NATO existe para quê? Com a criação de um exército europeu ( tava a ver que nunca mais era hora... ) os exércitos nacionais deixam de se justificar.
Ou a união Europeia avança para um novo patamar de integração ou desintegra-se. A UE não tem futuro como gigante politico e anão militar, é uma questão de tempo, a Russia está a rearmar-se os EUA, irão perder terreno nas próxims decadas por falta de meios financeiros , a China a India e o Brasil estão a reforçar-se militarmente por esta ordem.
Sem os EUA, ou com estes enfraquecidos a UE fica entregue a uma Nato enfraquecida. Não há alternativa. Portugal não tem industria de defesa, e qualquer coisa que se faça nesta area terá que ser sempre em conjunto com outros paises europeus, sob pena de nao se reunirem as sinergias necessárias.
Portugal necessita a prazo de triplicar o seu numero de fragatas lanchas de intervenção rápida e submarinos sob pena, de não possuir a capacidade militar minima para controlar a sua vasta ZEE. Novos ou em segunda mão.
Anónimo,subscrevo a sua intervenção a 95 por cento e gostava que encontrasse uma sigla para que o pudéssemos identificar na resposta.
ReplyDeleteVejo que é um integracionista como eu e compreende que o século XXI é o século dos grandes blocos regionais.
E sim, o Direito e a justiça só se impõem em última análise pela força.
E sem forças militares, e bem, aqui divergimos a 200% do bloco de esquerda, não garantiremos a nossa segurança.
Se me permitem o sarcasmo, aquela proposta do Louçã para que os polícias não andassem armados e sim com um telemóvel permite-nos alguma reflexão sobre os efeitos para o país do crescimento de tal bloco.
A título pessoal preocuopa-me.
Ainda assim, compreendo a apreensão visionária do anónimo 17704. Pergunta-se ele. E se a Europa falhar?
O que fará um país apenas com marinha?
Não será engolido rapidamente pelo país que na UE controlar os ares ou possuir as melhores forças de intervenção rápida?
Penso quer devemos criar um grupo de elite para emergências, com capacidade para formarem outras elites.
Um país, se for realmente um país, renascerá sempre das cinzas.
Se não for um país, como ás vezes me interrogo, não haverá qualquer problema e não merece que percamos aqui o nosso tempo.
Roma também era indestrutível e a sua área não era muito menos do que é hoje a UE.
Mas bem, temos mesmo de correr o risco de ser uma potência naval e de apostar nesse desenvolvimento selectivo.
Esta é salvo melhor entender, a minha firme convicção.
A Espanha tem forças militares que neste momento ocupavam portugal sem grande esforço, tem e continuará a ter. Não há qualquer justificação para a manutenção de exércitos, forças aereas ou mesmo marinhas nacionais, no grau de integração europeia onde já nos encontramos. Claro que para quem vive á conta do aparelho militar do estado haverá sempre razões para manter as "quintas", as "quintinhas", os "quintais", etc.. Politicamente só faz sentido que as nossas forças militares sejam integradas e coordenadas no ambito de um verdadeiro exército europeu. A experiencia Africana de Portugal, é util á Europa, e ainda o será mais quando os Europeus "descobrirem" o trabalho de longo prazo que está a ser realizado pelos chineses em África desde há 10 anos para cá. PORTUGAL NÃO TEM INIMIGOS NA EUROPA, que justifiquem a manutenção de um exército para defender o nosso território, á excepção do MAR. Se tem apontem-me 1?
ReplyDeleteA Europa como um todo terá que se precaver, a prazo por razões obvias.
Subscrevo este comentário, pedia apenas que se identificasse para os outros comentadores lhe pudessem responder directamente.
ReplyDeleteVamos pelo menos tentar ter a 2ª melhor marinha da União Europeia. É um projecto, é um desafio.
Porque não começar por alargar os portos de Sines e Leixões para uma dimensão europeia que já deviam ter, e colocar secções de construção naval nestes spots?
Vamos a isso.
Queria apenas lembrar que o Tratado de Lisboa possibilita, quando entrar em vigor, e esperemos que sim, o continuar desta integração europeia e impedirá que situações vergonhosas para a União, como aconteceu com o Iraque ou o Afeganistão em que tínhamos uns países para o lado e outros para o outro aconteçam.
ReplyDeleteA União Europeia se quer ser alguém no século XXI tem que falar a uma só voz em matéria de defesa e relações externas.
Senão vamos continuar a ser um conjunto de anões políticos e militares.
Eu batalharei para que isso não aconteça.