Tuesday, 18 August 2009
308 Concelhos?
308 Concelhos, com 308 Câmaras (algumas das quais obras megalómanas em concelhos pequenos e para as quais obviamente não há dinheiro para as pagar), com inúmeras juntas de freguesia de dimensão insignificante e outras tantas empresas municipais, focos de corrupção que estão autorizados a endividar-se em nome do Estado?
Querem mesmo gastar os vossos impostos a sustentar tanto divisionismo num país com a extensão de Portugal, e a sustentar tantos funcionários que não irão nunca produzir riqueza para o país e que nunca irão ser incentivados a produzir a sua própria ideia, a afirmar o seu próprio empreendedorismo?
Assim é impossível.
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Há algum estudo neste sentido? De saber quais as freguesias e concelhos que não possuem dimensão critica para continuarem a existir? Há alguem interessado em fazê-lo? Se não há ( o que duvido, bastante ) seria um repto a lançar a uma faculdade / universidade de ciencias sociais, poiliticas e humanas... o que pensas tu em concreto?
ReplyDeleteCMS, o excessivo divisionismo para além de criar muito maior oportunidade a focos de corrupção e feudalismos familiares, como certamente sabes que acontece neste país, é um incentivo à criação de todo um aparelho institucional caríssimo e supra-numerário, que em última análise se alimenta dos impostos daqueles que os são obrigados a pagar pela natureza das coisas. Naturalmente que terá que ser feito um estudo, o que a meu ver é certo é a necessidade crítica de reduzir Q.B. o número de concelhos em Portugal. Certamente que um mapa administrativo do século XIX não estará adaptado às necessidades do século XXI.
ReplyDeleteDe boas intenções está o Inferno cheio. Isso é muito bonito, mas gostarias que os senhores candidatos do MMS e afins, explicassem que destino iriam dar aos milhares de funcionários das Autarquias que tão lestamente pretendem abolir...
ReplyDeleteO mapa pode estar ultrapassado, mas passar do 8 ao 8o é demagogia pura, e impraticável num futuro próximo.
Caro Skywatcher, a sua questão é muito pertinente. Fica-me no entanto a duvida se o amigo defende a manutenção dos 308 concelhos porque há que dar de comer a mais portugueses, á conta da desorganização e do endividamento do estado, ou se defende pura e simplesmente que quem trabalha no sector privado deva continuar a suportar os custos de tanta ineficiencia?
ReplyDeleteTenho a sorte de conhecer algumas pessoas que trabalham em autarquias, e que estam claramente desmotivadas e desaporveitadas. No entanto não largam o "tacho" porque a Garantia de emprego vitalicio oferecida pelo estado português, não é oportunidade que se deite fora.
É obvio que as pessoas têem e mantêem os seus direitos.. mas nada disso impede que opções estratégicas fundamentais para o futuro do nosso país possam e devam ser tomadas. Para isso só é necessária alguma coragame politica, mas para isso é preciso "tê-los no sitio", e aí é que a porca torce po rabo, pois ambos sabemos com que linhas se tecem as teias do poder, e raramente são os mais capazes a chegar ao topo, ante os que sabem agradar a toda a gente.
O amigo com tanta preocupação social, já pensou em candidatar-se? Auguro-lhe um grande futuro no actual sistema.. ou já á candidato, e não assume?
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ReplyDeleteMeu caro CMS, ter dúvidas é salutar, e um claro sinal de inteligência. Havia um cidadão que raramente as tinha, e mesmo assim chegou alto, o que não deixa de ser preocupante,se levarmos em conta a consideração anterior.Mas adiante...
ReplyDeleteA sua dúvida esclareço-a facilmente. Claro que a minha preocupação não se prende com aquilo a que chama tacho dos funcionários, mas sim com o facto, de pensar, e disso não abdicarei NUNCA, que mais importante que qualquer outra coisa, são as pessoas. Elas são a maior valia de qualquer País, de qualquer estrutura ou organização. O seu capital mais valioso. Como não ouvi NUNCA, uma proposta do MMS que fizesse alusão à forma como iriam gerir essa ideia, manifestei-me claramente. Também deixe que lhe diga, que tentar meter no mesmo saco todos os funcionários autárquicos é, no mínimo, deselegante, porque, tal como o Sr., também tenho a sorte de ter vários como meus conhecidos, amigos e até parentes. São pessoas de muita valia, empenhados e trabalhadores. Em todos os sectores existem pessoas mais ou menos competentes, mais ou menos empenhadas, pelo que extrapolar essa falta de empenho para os visados, não me parece justo. Aliás, as maiores imcompetências surgem exactamente daqueles que são colocados em certos cargos pelos seus amigos políticos. E esse esquema de apadrinhamento e favorecimentos é transversal a todos os partidos e aos diversos níveis ds administração pública.
Usando um pouco da sua ironia de rodapé, não será que sinto aí, um pouco de " dor de cotovelo " por não ser também um desses funcionários?? ;-).
A minha preocupação com o Social é evidente, não a escondo, nem abdico dela, por tudo que atrás referi. As minhas origens, que não renego jamais, a minha educação que prezo, a minha experiência de vida em várias zonas do globo, em diversos sectores de actividade, e finalmente a autoridade que me auto-conferem as minhas cãs, assim me levam a pensar. Todavia sossegue, que não lhe irei fazer concorrência em termos de candidatura. Já por lá passei, fiz a minha parte, sem nunca estar ligado a qualquer partido ou movimento cívico. Já dei também muito de mim, voluntária e gratuitamente em causas de cariz social. Isto é o que defendo: AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR.
Os meus cumprimentos.
Caro skywatcher, peço desculpa por lhe responder tão sucintamente só para esclarecer que não sou nem militante nem candidato pelo MMS, e quanto á "dor de cotovelo", confesso que me conseguiu pôr bem disposto, pelo menos pôs-me a rir... (sem ironias ou sarcasmos), já quanto ao pôr as pessoas em primeiro lugar, isso é demagogia, e pouco mais. As pessoas estão sempre em primeiro lugar quer as ponhamos quer não as ponhamos.
ReplyDelete2/10/2009
ReplyDeletegostei muito do saite está muito giro