Monday, 17 August 2009

Ratings internacionais e o Código de Barras 56

Ocorre-me ainda relembrar declarações do Primeiro-Ministro em que muito contente se vangloriava do facto das agências internacionais atribuírem melhores ratings para endividamento a Portugal do que a Espanha.

Ora veja-se. Qualquer pessoa minimamente atenta compreenderá que a Espanha possui claramente mais meios para pagar dívida do que Portugal. Então porquê o nosso rating ser efectivamente melhor?

Como sabemos, e infelizmente para nós, a liquidez que o Estado obtém através do endividamento rapidamente é escoada para fora do país através da compra de produtos Estrangeiros.
E sim, em Espanha, e vénia se lhes faça, as agências de rating sabem que não é assim.

Por conseguinte, através de uma análise simples se compreenderá que Portugal contrai divida, o dinheiro sai do país sem produzir qualquer aumento sustentado de bem-estar e a divida terá na mesma que ser paga.

Sendo que os países financiadores tem a perfeita noção que o dinheiro que agora emprestam irá voltar em dobro, através da amortização do capital, dos juros e da compra dos produtos produzidos nos seus países.

Simples.

Eu também não emprestaria tão facilmente dinheiro à Espanha como emprestaria a Portugal. Eles realmente querem que o seu país vá para a frente.
Há por aqui gente que tem orgulho em que Portugal se posicione sempre na cauda da União Europeia, entrem os países que entrarem.

Faça-se um pacto informal pelo Código de Barras 56. Pode ser que apareçam mais.

2 comments:

  1. ..agora só falta mesmo avançar com os grandes projectos de obras publicas, esquecendo que Keynes, não pode ser cegamente aplicado a uma economia aberta como a portuguesa exactamente pelo risco que corremos de o dinheiro obtido com o acréscimo de divida ir parar directamente ao bolso dos nossos financiadores ( China & Cª ).
    Invista-se na Justiça, na melhoria de processos, na auditoria em tempo real dos mesmos, do aperfeiçoamento, da curva de experiencia, sem uma justiça que funcione, não há bases para que volte a haver investimento, e sem este não há nada! A JUSTIÇA DEVE SER A PRIORIDADE DE INVESTIMENTO NA PRÓXIMA LEGISLATURA.

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  2. O Sr. "Engenheiro" não tem argumentos que sustentem a sua recandidatura ao Governo, como tal, tem de se valer da "desatenção" e falta de informação da grande maioria da população para anunciar estes "grandes feitos" do Gov. Sócrates...
    Estou de acordo com o CMS, sem uma Justiça capaz, bem dotada e com bons profissionais,não é possível escapar ao actual estado em que se encontra o nosso pais.
    O Sr. Sócrates que deixe de lado a fantasia de ser o Rosevelt Português e invista em sectores que realmente precisam.

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