Tuesday, 18 August 2009

Novo Mapa Político Português - Leiria a capital da região Centro

Muitas vezes tenho ouvido como argumento desfavorável à regionalização que não temos dimensão para ter regiões.

Proponho que se vire este argumento ao contrário e se diga que Portugal não tem é dimensão para ter tantas divisões administrativas.

Concordo com os que dizem que não é possível ter um balanço financeiro positivo. Concordo e desconfio mesmo que com este mapa administrativo seja absolutamente impossível.

Ao contrário do que se diz, a crise é absolutamente estrutural e não conjuntural.

Proponho que olhemos para o Google Earth (passo a publicidade), e vejamos o brutal divisionismo português comparado com os nossos vizinhos.

7 regiões: Algarve, Alentejo, Grande Arco metropolitano de Lisboa, Centro, Norte, Açores e Madeira é o que proponho - Um pouco ao jeito das já actuais CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, com competências administrativas de dimensão relevante), sendo que para a região de Lisboa propunha que se alargasse até Setúbal.

Leiria com a sua vocação industrial de mérito, a sua localização central entre Lisboa e Porto e o seu enorme potencial de crescimento deve aumejar e lutar pelo "cargo" de capital da região centro.

Com a pequena dimensão de Portugal é mesmo a nossa única hipótese, dado não termos a população de grandes países nossos vizinhos e não produzirmos o que estes produzem.

Vamos a criar regiões de dimensão relevante, e que se acabem de uma vez por todas os distritos.

Há suporte para finalmente se andar com isto para a frente? Propõe outro mapa regional?

9 comments:

  1. Gostava de vir a mudar a cor do meu voto um dia.

    Apresentem um conjunto de medidas, claras, concisas, simples, praticas, eficazes, sérias, que efectivamente solucionem pontos chave, e essencialmente exequíveis.

    Revelem um conjunto pequeno de soluções pouco utópicas, isentas da "intenção" megalómana de mudar TUDO, mostrem COMO podem mudar ALGUMAS coisas, as vitais.

    Quem o fizer, torna o meu voto "colorido"... Quantos, em 10 milhões? Quantos seremos em 3 milhões??

    Obrigado por várias ideias "refrescantes".

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  2. 100% de Acordo. Reforço a ideia do Joao. Começar por mudar as "pequenas coisas", é muito mais dificil do que "pensar em mudar as grandes"..
    Neste caso do excesso de divisão administrativa, há factores socio-culturais com um elevado peso. Atente-se nas ultimas pequenas alteraçõe de freguesias e concelhos, e nas polémicas geradas á volta das mesmas.
    Se queremos começar por algum lado, começe-se pelas duas maiores cidades do país, reduzindo o numero de freguesias, talvez aí onde o "bairrismo" já está enfraquecido, seja possivel aglutinar algumas das 53 freguesias de Lisboa.. por exemplo. Se a experiencia der resultados palpáveis e as pessoas começarem a ter a percepção do EXCESSO DE DESPESISMO e CLIENTELISMO proporcionado pelo EXCESSO DE DIVISIONISMO, talvez aí as pessoas começem a estar preparadas para abdicar do ORGULHO TERRITORIAL que está apegado á sua freguesia ou concelho. Eu tal como o joão continuo a VOTAR EM BRANCO...

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  3. Votar em Branco é errado.... ao menos tenham coragem e façam como o outro que dizia:

    " Desta vez vou votar nas P ....
    ( Meretrizes ), já que votar nos filhos não resultou !!!! "

    ;-) Escrevam isso nos boletins de Voto.

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  4. Que eu saiba Ourém não pertence ao distrito de Leiria! O que é que o Sr. Sanfins da Graça tem de ligação a Leiria??!?!

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  5. Antes de mais devo realçar que o seu comentário perde muita credibilidade por não ter a coragem e a personalidade suficiente para se afirmar assinando com o seu prórprio nome.

    Estou disponível para em breve conversa lhe explicar a minha relação de mais de 20 anos à cidade de Leiria em várias áreas da minha vida.

    Queira identificar-se e procederemos a essa troca de ideias.

    Os meus cumprimnentos.

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  6. Reparem bem nesta lógica.."votar em branco é errado", escrever palavrões no voto tornado-o nulo não é!

    Votar em branco é um voto de protesto, votar nulo é brincar com a DEMOCRACIA, logo com a LIBERDADE que foi conquistada com o RISCO DA PRÓPRIA VIDA (o que teria acontecido ao Otelo ou ao Salgueiro Maia, se tivessem falhado..!!??), e nos foi oferecida de bandeja, especialmente aos que já nasceram depois de 1974.

    O Voto nulo é um acto de IMATURIDADE POLITICA e PESSOAL. O apelo ao voto nulo idem.

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  7. E diga-se, não menos importante, que os votos nulos não contam para o apuramento de maiorias, o que é uma diferença importante face ao voto em branco.

    O voto nulo favorece o partido maioritário.

    Tenham a consciência de que ficam com essa responsabilidade.

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  8. Obrigado pela sua resposta Sr. Eduardo.
    Mas realmente gostaria era de saber a sua opinião sobre a imigração. Acha que devemos aceitar mais imigrantes, nomeadamente africanos? Não me preciso de identificar para saber qual o seu programa político, não é?

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  9. Pois bem, vamos então à discussão de ideias.

    Em 1º lugar dizer-lhe que tenho muito gosto na existência da cultura africana.

    Tenho bastantes amigos africanos, e mais tem a minha família que lá viveu durante muitas décadas.

    Tenho ainda amigos amarelos, vermelhos, que pude conhecer quando vivi fora de Portugal em ambiente multi-cultural, ambiente esse muito salutar e que recomendaria a muitos.

    Quanto a Portugal, é mensagem do MMS e minha pessoal não admitir passar uma responsabilidade que é nossa para outrém demitindo-se de um dever cívico que é a renovação de um povo, de uma cultura e de uma língua.

    E pela natureza das coisas, quando pede a alguém que não nasceu sob essa cultura, e que não se identifica de todo com esta que a defenda, saberá retirar as suas conclusões.

    Ser português implica o sentir a história, os valores, a língua como parte de um povo a que se pertence, independentemente de concordar-mos ou não com estes.

    Muito contente fico quando encontro imigrantes, nomeadamente africanos que se pretendem integrar de acordo com os nossos cânones.

    E isso é muito bom.

    A imigração também é positiva assim não seja em massa e acabe por colonizar a cultura que os acolhe.

    Porque não acho positivo que tal aconteça, para o desenvolvimento do país, e porque é um atestado de "país falhado".

    E a natalidade forte é uma responsabilidade dos portugueses.

    Imagine o fantástico que seria podermos ter em Portugal um restaurante de cada um dos países do mundo.

    Fale com um conjunto dos emigrantes que refere, nomeadamente os de língua "oficial" portuguesa, e pergunte-lhes o que acham eles sobre os portugueses.

    Faça uma sondagem.

    Já como acérrimo defensor da União Europeia, e como veículo da sua transformação numa instituição mais coesa e sem directórios, sou e também o é o MMS a favor da imigração intra Europa, que a meu ver já não se pode, nem deve, chamar imigração, mas sim mudança de Estado.

    Penso que só quando houver miscenização intra-Europa poderá haver uma verdadeira União Europeia.

    Bem, espero ter contríbuido para a resposta à sua pergunta, no âmbito de um movimento que não pretende de todo ser politicamente correcto e tão só debater ideias.

    Os meus cumprimentos.

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