Segundo recente relatório da OCDE (final de 2008 por isso já estaremos bem pior), em Portugal, os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres. A desigualdade continua a aumentar em Portugal, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, que atribuiu a 28.ª posição a Portugal. Pelo contrário, México, Grécia e Reino Unido diminuíram o fosso.
Portugal apresenta um dos maiores índices de desigualdade na distribuição dos rendimentos da sua população, em valores reportados a 2005. O estudo é da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), que agrupa os 30 países mais industrializados do mundo.
No seu relatório "Crescimento e Desigualdade", ontem divulgado, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em 23 dos seus 30 países membros (Espanha, França e Irlanda destacam-se entre as excepções), bem como a pobreza infantil. Em contrapartida, a faixa etária entre os 55 e os 75 anos "viu os seus rendimentos aumentar mais nos últimos 20 anos", sendo a pobreza entre os pensionistas inferior à média da população da OCDE. Neste lapso de tempo, as famílias ricas melhoraram muito a sua situação em relação aos pobres. Porém, alguns países registaram melhores resultados do que outros: desde 2000, por exemplo, o fosso entre ricos e pobres aumentou no Canadá, Alemanha, Noruega, EUA, Itália e Finlândia, mas diminuiu no México, Grécia, Austrália e Reino Unido. Nos países onde as diferenças sociais são mais importantes, o risco de pobreza é maior e a mobilidade social mais baixa, segundo a organização.
O nível de desigualdade é dado pelo coeficiente de Gini, tanto maior, quanto maior for essa desigualdade. A média dos 30 países da OCDE em 2005, situa-se em 0,311; os países mais igualitários são a Dinamarca (0,232) e a Suécia (0,234); os mais desiguais são o México (0,474) e a Turquia (0,430). Em 28.º lugar surge Portugal, com 0,385, logo a seguir aos EUA, com um coeficiente de Gini de 0,381. O valor de Portugal em meados da década actual representa um agravamento desde o ano 2000, que poderá estar ligado à crise da economia nacional e à recessão em 2003. Já quanto ao limiar da pobreza, Portugal ocupa a 20.ª posição entre os 30 países avançados. Ele corresponde a 60% do rendimento mediano no países, depois de impostos e transferências, isto é, depois da intervenção da política de redistribuição de rendimentos de cada Estado. O valor encontrado para Portugal é de 20,7% da população abaixo da linha de pobreza, que corresponde ao valor equivalente a 20 anos atrás, mas traduz uma tendência de melhoria desde 1995, altura na qual a população em risco de pobreza ascendia a 22,1%.
A taxa média de pobreza nos 30 países da OCDE situa-se nos 17,4%. Os países com menor número relativo de pobres são a República Checa (11,5%) e a Dinamarca (12,3%), enquanto as mais altas taxas se encontram no México (25,3%) e na Turquia (24,3%). A OCDE pediu aos países para "fazerem muito mais" na promoção de um emprego remunerado, capaz de fazer desse trabalho um meio para lutar contra a pobreza.
Isto não é um país da União Europeia. Por este caminho rapidamente estaremos na União dos Países da América Latina. Urge MUDAR!!!
Curiosamente o Brasil tem tido um movimento inverso desde que lá está o presidente LULA.
ReplyDeleteDesde quando o Brasil é exemplo para alguém????
ReplyDeleteOu melhor desde quando ospoliticos Brasileiros são exemplo para alguém!!! Porque o brasil é autosuficiente em petróleo, cereias, etc.... agora os politicos seguindo o exemplo do país colonizador são iguaizinhos, até a cosntituição é parecida, não misturemos uma coisa com a outra!!!! Por isso a violência aqui e lá.
ReplyDeleteCada um pode ter a opinião que quiser sobre o Brasil, mas contra factos não há argumentos. Não sou eu que afirmo são as estatisticas internacionais a comprová-lo, não deixo aqui links para as mesmas, porque não quero retirar o prazer ás pessoas que procurarem a informação que lhes interessa, mas é verdade, a distribuição de rendimentos no Brasil sofreu mesmo uma inversão de tendencia não só dos dados históricos do próprio Brasil, como em relação ao resto do mundo que como sabemos se entregou nos braços do neoliberalismo selvagem, suave e docemente apelidado de Globalização.
ReplyDeleteQuanto ao Brasil ser um exemplo, é efectivamente tambem outra verdade, o Brasil pode ser um exemplo para muita gente, e até para um país como o nosso, basta que haja a necessária humildade de espirito ( que escasseia.. ) e a vontade de conhecer as potencialidades de um país que é 100 vezes (89,5) maior que Portugal e que evolui-o mais nos ultimos 10 anos do que nós.
Se a algumas pessoas custa a engolir que isto se deva á acção de um presidente como o LULA, isso com uma colherzinha de azeite passa, mas é um facto, não é uma opinião.
Quanto á generalidade dos politicos ( não há bela sem senão.. ), não é verdade. Os nossos ainda têem muito que aprender. Ainda não tive conhecimento de nenhum candidato a presidente da camara que tenha mandado executar um dos seus oponentes nas eleições.. conhecem? No Brasil é mato.
Fico muito agradado por os meu comentários suscitarem tanta "oposição", é sinal que a nossa democracia ainda mexe...